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Arquitectura da informação
Consegue perceber-se o que a sua empresa faz pela forma do site, antes de ler uma palavra?
O que significa
A arquitectura da informação é a forma como um site está organizado: que secções existem, o que pertence a cada uma, como se chamam, como encaixam umas nas outras e o que dizem os URL. É mais antiga do que os motores de busca, veio das ciências documentais e é usada no desenho de interfaces há décadas. A pesquisa herdou-a, porque um rastreador a percorrer um site faz o que faz um visitante, com menos paciência e nenhuma intuição.
Porque importa
A estrutura decide-se uma vez, cedo, por quem está a construir o site, e depois endurece. Os serviços novos vão para onde houver espaço. Uma secção com o nome de uma equipa interna sobrevive a três reorganizações. Quando alguém repara, o site descreve a história da empresa e não a sua oferta, e mudá-lo significa redireccionamentos, autoridade perdida e uma discussão sobre quem manda na navegação. Uma biblioteca endurece da mesma maneira: material arquivado pela equipa que o produziu, a crescer todos os anos, alcançado por uma entrada de menu que ninguém renomeia desde que tinha vinte coisas.
O que está na sua mão
- Na sua mão
- Secções, etiquetas, hierarquia, URL, ligações internas, e a disciplina de fechar a estrutura antes do conteúdo e não depois.
- Fora da sua mão
- Se um motor de busca concorda com a sua estrutura, e qual das suas páginas trata como a principal quando duas competem.
O que fazemos
- Confrontar o que existe com aquilo que a empresa vende de facto, e encontrar as secções que descrevem uma forma anterior do negócio.
- Decidir a estrutura: o que merece secção, o que fica por baixo e o que não devia sequer ser uma página.
- Dar nome a cada secção na linguagem do mercado e não na do organigrama.
- Sequenciar a mudança para sobreviver a uma migração: redireccionamentos, ligações internas e decisões registadas com clareza suficiente para durarem depois do projecto.
- Reestruturar uma biblioteca que já existe: como se chama a porta de entrada, que colecções merecem lugar e o que é retirado, sem perder aquilo que já está posicionado.
Na prática
As agências e as empresas em fase de crescimento arrastam muitas vezes uma estrutura que servia uma versão mais pequena do negócio. Chegam mais serviços e mais trabalhos e, sem uma decisão, são acrescentados onde houver espaço, deixando uma estrutura que descreve o historial da empresa em vez da sua oferta. Fechar a arquitectura antes de endurecer sai mais barato do que uma migração mais tarde.
Como usamos o framework
A Realidade declarada não é apenas o que uma empresa escreve. É também como está arrumado. Uma página bem argumentada no sítio errado é uma afirmação que ninguém encontra.
Ver o framework completoPerguntas frequentes
Isto é UX ou SEO?
As duas coisas, e a separação é sobretudo organizacional. Um visitante e um rastreador procuram perceber o mesmo. As equipas separam porque respondem a chefias diferentes, e é assim que a estrutura acaba por não servir nenhum dos dois.
Como sabemos que a nossa estrutura está errada?
Páginas a disputarem entre si os mesmos termos, uma etiqueta de menu que ninguém fora da empresa usa, secções que existem porque existiu uma equipa, e uma pesquisa interna mais usada do que o menu.
Qual é a altura certa?
Antes de uma migração, de uma mudança de marca ou de uma expansão. Depois de qualquer uma delas custa várias vezes mais, e parte da autoridade não regressa.
O que não está a funcionar como devia?
Diga-nos o que quer melhorar. Dizemos-lhe por onde começaríamos.
